O duelo entre o POR QUE e o PARA QUÊ
O POR QUE busca por explicações; o PARA QUÊ busca por propósito.

O DUELO ENTRE O POR QUE E O PARA QUÊ
ESCULTOR E O TERREMOTO
Havia um escultor muito famoso. Durante quarenta anos, ele talhou uma magnífica estátua de mármore branco — uma figura de mulher com as mãos estendidas, como quem acolhe. Chamou-a de “Aurora”. A obra era sua vida, seu legado, seu diálogo com o céu.
Certa noite, um terremoto sacudiu a cidade. O ateliê ruiu. E quando o escultor vasculhou os escombros, viu que Aurora estava destruída: o rosto partido, os braços quebrados, o mármore lascado e irreconhecível.
Ele caiu de joelhos e gritou:
— POR QUE? Por que agora? Por que depois de tanto trabalho? Por que eu, Deus? Eu fui fiel! Eu honrei Teu nome com cada cinzelada! POR QUE?
E passaram-se dias. O homem sentou-se entre os cacos de mármore, repetindo o Por Que como um mantra de dor. Até que, certa manhã, uma criança órfã daquele mesmo terremoto entrou no ateliê em ruínas. Ela pegou um pedaço lascado da estátua — um fragmento que parecia uma asa.
— Senhor — disse a menina —, isso parece uma pomba. Você pode me ensinar a esculpir uma pomba?
O homem olhou para a criança. Olhou para os cacos. E, pela primeira vez, fez outra pergunta:
— PARA QUÊ servem todos esses pedaços? Para quê ainda posso usar minhas mãos? Para quê ainda tenho fôlego?
E então ele começou a juntar os fragmentos. Não para reconstruir Aurora. Não. Ele começou a esculpir pequenas pombas — uma para cada órfão da aldeia, uma para cada viúva, uma para cada coração partido que o terremoto deixara.
Quando entregou a última pomba, a menina perguntou:
— Senhor, o senhor ainda sente falta da sua grande estátua?
Ele sorriu, e com lágrimas nos olhos respondeu:
— Sinto falta, sim. Mas descobri que o Por Que me mantinha preso ao chão. O Para Quê me colocou de pé para servir.
O POR QUE olha para trás e exige respostas.
O PARA QUÊ olha para frente e encontra propósito.
Jó passou capítulos inteiros perguntando “Por Que”. Mas foi quando começou a orar pelos amigos (Jó 42:10) — ou seja, quando descobriu o Para Quê — que Deus restaurou sua sorte.
A dor não se resolve com explicações.
A dor se redime com missão.
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O duelo entre o POR QUE e o PARA QUÊ
Organizador: Pr Ronaldo Franco
Data: 16/07/2026.
“Sê tu uma bênção”:
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