Prova final (Gênesis 44 a 45.1-15)
Não mede conhecimento

PROVA FINAL
Gênesis 44 a 45.1-15
“Prova Final” é o título deste sermão porque este capítulo registra o último teste que José impõe a seus irmãos antes de decidir se deve revelar sua identidade e oferecer reconciliação plena. Não se trata de vingança, mas de discernimento espiritual: José precisa saber se houve arrependimento real.
Os irmãos já haviam enfrentado provas difíceis:
- deixar Simeão preso no Egito;
- convencer o temeroso Jacó a permitir a ida de Benjamin.
Mas agora enfrentariam a prova mais dolorosa de todas — aquela que revelaria se o coração havia mudado de fato. A prova final não mede conhecimento, mede caráter.
RESUMO: Quais QUESTÕES vão cair nesta prova?
1. Irmão defende irmão (Gn 44.1–17).
2. Filhos cuidam dos pais (Gn 44.18–34).
3. Ouvir em silêncio a repreensão merecida (Gn 45.1–15).
1) Prova Final: IRMÃO DEFENDE IRMÃO
(Gn 44.1–17)
José arma a situação: seu copo de prata é colocado no saco de Benjamin, e o caçula é acusado de roubo. A sentença é dura: Benjamin ficaria como escravo no Egito, enquanto os outros poderiam voltar livres.
O que acontece é surpreendente: ninguém vai embora. Nenhum irmão abandona Benjamin. Todos retornam juntos à presença de José.
Vinte anos antes, eles haviam se unido para trair José. Agora, se unem para proteger Benjamin. O egoísmo cedeu lugar à solidariedade. Deus havia transformado aqueles corações.
Conexão com Cristo:
Jesus é o Irmão maior que nunca nos abandona. Ele poderia ter voltado ao Pai, mas escolheu permanecer conosco, assumir nossa culpa e enfrentar a sentença em nosso lugar (Hb 2.11–12).
Aplicação Prática:
Você permanece ao lado dos irmãos quando isso custa conforto, reputação ou liberdade? Ou só fica enquanto não há risco? A fé verdadeira se revela quando defender o outro tem preço.
2) Prova Final: FILHOS CUIDAM DOS PAIS
(Gn 44.18–34)
Judá se levanta e, em vez de defender Benjamin, fala do pai. Ele descreve a dor de Jacó, o trauma da perda de José, o medo de perder Benjamin. Reconhece que outra perda mataria o velho pai de desgosto.
Mais ainda: Judá se oferece como substituto. Ele se coloca como escravo no lugar do irmão.
“Como posso voltar para casa se o rapaz não for comigo?” (v. 34)
Vinte anos antes, eles não pensaram no pai ao mentir sobre José. Agora, estão dispostos a tudo para poupá-lo de mais sofrimento.
“Como é feliz o homem que têm muitos filhos, ele não será humilhado quando enfrentar os seus inimigos”. (Sl 127)
Conexão com Cristo:
Judá antecipa o evangelho. Ele se oferece como substituto — mas Jesus vai além: Ele não apenas se oferece, Ele se entrega. O Filho assume a culpa para salvar a família (Is 53.4–5).
Aplicação Prática:
Cuidar da família não é discurso, é sacrifício. Honrar pais, proteger os vulneráveis e assumir responsabilidades difíceis é sinal de maturidade espiritual.
3) Prova Final: OUVIR EM SILÊNCIO A REPREENSÃO MERECIDA
(Gn 45.1–15)
Convencido da transformação dos irmãos, José se revela. Ele chora, abraça, perdoa — mas não ignora o passado. Ele diz verdades que precisavam ser ditas.
“Eu sou José, o irmão que vocês traíram e venderam como escravo. Mas Deus me fez governador do Egito. Não fiquem tristes nem preocupados, pois não vou me vingar de vocês, eu creio que Deus permitiu tudo isso com o propósito de salvar a nossa família e também o de salvar muitas pessoas de morrerem de fome”.
O impressionante é que os irmãos ouvem em silêncio. Não se justificam, não se defendem, não negam. Apenas recebem a repreensão.
Vinte anos antes, ignoraram os gritos de José no poço. Agora, escutam com humildade.
Conexão com Cristo:
Na cruz, Cristo não apenas nos perdoa; Ele nos confronta com a verdade sobre quem somos. O Espírito Santo, enviado por Jesus, “convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8).
Os clamores de José no fundo daquele poço vazio e seco nos faz lembrar de Jesus clamando pelo pai enquanto morria naquela cruz para nos salvar (Mc 15.34).
Aplicação Prática:
Você já consegue ouvir correção sem se justificar? O silêncio humilde diante da verdade é sinal de coração quebrantado e pronto para restauração.
CONCLUSÃO
Quais QUESTÕES vão cair nesta prova?
1. Irmão defende irmão (Gn 44.1–17).
2. Filhos cuidam dos pais (Gn 44.18–34).
3. Ouvir em silêncio a repreensão merecida (Gn 45.1–15).
Os irmãos de José foram aprovados na prova final porque mudaram de verdade:
- passaram a proteger uns aos outros,
- a cuidar da família,
- e a ouvir a verdade sem resistência.
O tempo não mudou esses homens. Deus mudou.
E você?
- Tem sido um irmão presente?
- Um filho responsável?
- Alguém que suporta a verdade?
A prova final não é sobre conhecimento bíblico.
É sobre transformação do coração.
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Título: Prova final
Autor: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor
Data: 11/02/2021
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Excelente este esboço de sermão!Fala de uma história cheia de amor,esperança e expectativa!
Deus nunca nos abençoa para sermos egocêntricos!A bondade e misericórdia recebidas do SENHOR é para ser passada adiante como fez José pois toda a sua família e até o Egito foi abençoado.Assim é o amor,isto é,não foi feito para ficar preso dentro do coração.Ele tem de se expandir!
E ninguém é seu passado!As pessoas mudam,ou para pior ou para melhor!Isso depende da vontade dela e da operação de Deus no seu coração.Então,não podemos ficar eternamente condenando alguém que errou no passado!Deus sempre nos dá outra chance quando lhE clamamos…
José ,creio,agiu de modo a despertar a consciência do pecado de seus irmãos e eles acabaram confessando-o com seus lábios.E chegaram ao arrependimento.Observemos a mudança operada em Judá.No capítulo 37 ,ele não teve escrúpulos em vender José por dinheiro,e não teve consideração pelos sofrimentos que seu pai Jacó iria ter.No capítulo 38,ele se envolveu em fraude e imoralidade.Mas Deus trabalha nos corações e agora ele está se dispondo como responsável pela vida de Benjamin,inclusive se oferecendo para se tornar escravo em seu lugar.E demonstra muita preocupação com os sentimentos de seu pai Jacó.Isso é obra da graça de Deus na vida de uma pessoa.José também percebeu que agora seus irmãos estavam preocupados com Benjamin e com o patriarca Jacó,e não preocupados consigo mesmos!Isso é comovente!”Deus é amor”(1 Jo 4.8).”O amor cobre todas as transgressões”(Pv 10.12).
Essa história é profética e aponta para o futuro quando o remanescente de Israel confessará sua culpa pela morte do Messias e lamentará por Cristo como alguém chora a morte do seu primogênito(Zc 12.10).Mas incontáveis alegrias terá o povo de Israel quando o Cristo Se revelar a eles como o seu messias.O mundo(Egito) também será abençoado.Será o cumprimento de muitas promessas nas Escrituras sobre o reino,tão mal compreendido atualmente.Esse reino é um reino literal,geofísico e político,centrado em Jerusalém.As promessas são literais.