Por que vocês estão aí de braços cruzados? (Gênesis Cap. 42)
Crises exigem movimento

POR QUE VOCÊS ESTÃO AÍ DE BRAÇOS CRUZADOS?
Gênesis 42
“Por que vocês estão aí de braços cruzados?” — essa pergunta de Jacó atravessa os séculos e ecoa até hoje. Ela nos confronta com uma verdade incômoda: crises não são vencidas pela inércia.
Os anos das “vacas magras” chegaram. A fome começou a apertar. Canaã estava seca, improdutiva, sem perspectivas. Jacó e seus filhos estavam vivos, mas paralisados. O medo, o trauma do passado e a insegurança os deixaram estagnados.
Quando Jacó ouve que há mantimento no Egito, ele rompe o silêncio e a passividade com uma ordem clara: “Levantem-se. Vão. Comprem. Sobrevivam.”
Crises exigem movimento, não braços cruzados.
No entanto, sair da estagnação nunca é simples. Para avançar, os filhos de Jacó precisaram romper barreiras internas profundas, que também nos paralisam hoje.
RESUMO: As barreiras que precisamos romper…
1. A barreira do orgulho (vs 1, 5-6).
2. Da culpa do pecado (vs 7-24).
3. E da falta de compromisso (vs 25-38).
Por que vocês estão aí de braços cruzados?
1) A BARREIRA DO ORGULHO (vs 1, 5–6)
Os filhos de Jacó enfrentaram o orgulho em dois momentos decisivos:
Primeiro, ao serem repreendidos pelo próprio pai: “Por que vocês estão aí de braços cruzados?”
Nem todos aceitam uma repreensão dura. Muitos se ofendem, se fecham, mas continuam sofrendo. A correção, quando acolhida, é um ato de graça.
“Quem despreza a correção cai na pobreza e na vergonha, mas quem aceita a repreensão alcança honra” (Pv 13.18).
Segundo, ao se humilharem diante do governador do Egito — sem saber que era José. Homens livres, com dinheiro na bolsa, tiveram de se prostrar com o rosto em terra. O orgulho teve de ser quebrado para que a provisão fosse liberada.
Conexão com Cristo:
Jesus, sendo Deus, se humilhou. Assumiu forma de servo, desceu até nós e se fez obediente até a morte. Ele venceu não pela altivez, mas pela entrega. O Reino de Deus avança quando o orgulho cai.
“Todo o que se exalta será humilhado, mas o que se humilha será exaltado” (Lc 14.11).
Aplicação Prática:
Para sair da estagnação, muitas vezes será necessário:
– Aceitar correções difíceis.
– Abrir mão de status.
– Ajustar padrões de vida.
– Recomeçar com menos.
– Engolir o orgulho e pedir ajuda.
Enquanto o orgulho governa, a crise permanece.
Por que vocês estão aí de braços cruzados?
2) A BARREIRA DA CULPA DO PECADO (vs 7–24)
Quando José os confronta, o passado que parecia enterrado volta à superfície. Vinte anos depois, a culpa ainda falava alto. Eles reconhecem: o sofrimento atual estava ligado à injustiça cometida contra José.
O pecado não tratado aprisiona a consciência. Ele paralisa decisões, rouba a paz e impede avanços. A culpa age como uma âncora que nos mantém presos ao ontem.
Conexão com Cristo:
Somente o sangue de Cristo tem poder para calar a voz da culpa. Na cruz, Jesus levou não apenas o pecado, mas também a condenação que nos acusava.
“Agora, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1).
| Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. (1 João 4.10) |
Aplicação Prática:
Enquanto o passado não for tratado, o futuro fica bloqueado. Confissão, arrependimento e fé na graça de Cristo são passos indispensáveis para destravar a vida. Não existe avanço real sem libertação interior.
Por que vocês estão aí de braços cruzados?
3) A BARREIRA DA FALTA DE COMPROMISSO (vs 25–38)
Simeão fica preso no Egito. A libertação dele dependeria de um compromisso sério: trazer Benjamim de volta. Jacó hesita. O medo tenta paralisar novamente.
É nesse momento que Rúben dá um passo ousado: ele se compromete com o resultado. Ele coloca algo precioso em jogo. Não oferece desculpas — oferece responsabilidade.
Conexão com Cristo:
Cristo não apenas prometeu salvação; Ele se comprometeu com ela, entregando a própria vida. Nosso resgate custou caro. A fé cristã não é discurso, é entrega.
Aplicação Prática:
Sem compromisso, a vida entra num ciclo repetitivo: começa e não termina, tenta e desiste, cai e levanta. Mudança real exige decisões firmes, responsabilidade assumida e perseverança.
CONCLUSÃO
Crises tendem a nos deixar travados. Mas Gênesis 42 nos mostra que a estagnação não é o fim da história. Para avançar, será preciso romper barreiras:
1. A barreira do orgulho (vs 1, 5-6).
2. Da culpa do pecado (vs 7-24).
3. E da falta de compromisso (vs 25-38).
Nada disso é possível apenas com força humana. É a graça de Cristo, operando pelo Espírito Santo, que nos capacita a sair do lugar, enfrentar o passado e caminhar para o futuro que Deus preparou.
E você?
Está parado diante de alguma crise?
Quais barreiras precisam ser rompidas hoje para que você deixe de estar “de braços cruzados”?
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Título: Por que vocês estão aí de braços cruzados?
Autor: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor
Data: 27/01/2021
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Quem assume ser cristão,precisa agir como cristão e testemunhar publicamente do SENHOR a um mundo já maduro para o juízo.
Não é correto exercermos um cristianismo infrutífero ,limitando-se a ir aos cultos da igreja com uma certa frequência,dar dízimos e ofertas e ficar dizendo:”estou fazendo além de minha obrigação”.
Esse é um pecado moderno:o pecado de não fazer nada!
“Se não fizerdes assim,eis que pecastes contra o SENHOR;e sabei que o vosso pecado vos há de achar”(Nm 32.23).
Quando ‘algo’ está ao alcance do cristão fazer para honrar o nome de Deus e ele não o faz,por negligência,preguiça,ociosidade,comodismo,então esse cristão está pecando.Sombra e água fresca em tempos de guerra é um crime terrível,quase imperdoável.
Isso é ser falso diante de Deus.O pecado de não fazer nada revela também egoísmo,falta de amor e fraternidade além de demonstrar ingratidão.
O pecado de não fazer nada também é um pecado que contagia o próximo desencorajando-o a trabalhar na obra de Deus.
Por fim,o pecado de não fazer nada é um pecado de desobediência contra o próprio Deus:”Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”(Mc 16.15).
Os filhos de Jacó ficaram sem fazer nada,negligenciaram o dever de informar ao pai Jacó a verdade e os seus pecados os acharam mais tarde.
Não deve ser assim com o cristão pois Jesus nos deu a ordem:”[Eu]vos designei para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça”(Jo 15.16b).