O povo da Aliança em tempos de paz (Gênesis Cap. 35 e 36)

Semelhanças e Diferenças

O POVO DA ALIANÇA EM TEMPOS DE PAZ
Gênesis Capítulo 35 e Capítulo 36

Chamamos este sermão de “O Povo da Aliança em Tempos de Paz” porque Gênesis 35 e 36 descrevem um período de relativa tranquilidade depois de uma longa sequência de conflitos familiares, enganos, fugas e tensões narradas nos capítulos anteriores.

A paz, porém, não significa ausência de desafios. O texto nos mostra que, mesmo em tempos estáveis, a vida continua marcada por trabalho, perdas, luto e decisões difíceis. A diferença está em como o povo da aliança vive essa realidade.

RESUMO: Semelhanças e diferenças entre o povo da aliança e os demais povos:
1. Semelhanças: A vida real continua.
2. Diferenças: A presença de Deus faz toda a diferença.


O povo da Aliança em tempos de paz
1) SEMELHANÇAS — A VIDA REAL CONTINUA

Mesmo sendo o povo escolhido, a família de Jacó vive experiências comuns a toda a humanidade.

  • Eles trabalham e seguem sua rotina (Gn 35.21).
  • Celebram o nascimento de filhos, como o de Benjamim, o tão esperado segundo filho de Raquel (Gn 35.18).
  • Enfrentam dores profundas: Raquel morre no parto (Gn 35.16–20); Débora, a ama de Rebeca, falece (Gn 35.8); Isaque morre em idade avançada (Gn 35.29).
  • Vivem luto, despedidas e funerais que reúnem parentes afastados.
  • Lidam com decepções familiares, como o pecado grave de Rúben com Bila, concubina de seu pai (Gn 35.22).
  • Experimentam o afastamento entre parentes, como a separação definitiva entre Jacó e Esaú (Gn 36.6–7).
  • Veem familiares se afastarem de Deus, como Esaú e seus descendentes, que se tornam Edom, futuramente hostis ao povo da aliança (Gn 36; cf. 2Cr 20.1–2).

Lição: O povo de Deus não vive numa bolha espiritual. A fé não nos isenta da dor, do luto, do trabalho e das frustrações da vida.

Conexão com Cristo
Jesus também entrou plenamente na experiência humana. Ele trabalhou, chorou, enfrentou perdas e sentiu a dor da morte. Isaías profetizou que Ele seria “homem de dores e que sabe o que é padecer”. Em Cristo, Deus não nos livra da vida real, mas caminha conosco dentro dela.

Aplicação Prática
Não interprete suas lutas como sinal de abandono divino. Se você enfrenta perdas, decepções familiares ou tempos difíceis, lembre-se: isso também faz parte da jornada do povo da aliança. A diferença não está na ausência da dor, mas na presença de Deus nela.


O povo da Aliança em tempos de paz
2) DIFERENÇAS — A PRESENÇA DE DEUS FAZ TODA A DIFERENÇA

Se por um lado a vida é semelhante, por outro há diferenças profundas e decisivas.

  • Deus está presente de forma ativa. Ele chama Jacó a subir a Betel (Gn 35.1), promove arrependimento e santificação (Gn 35.2–4), desperta gratidão (Gn 35.7), renova a identidade de Jacó ao reafirmar seu nome Israel (Gn 35.10) e confirma novamente a aliança (Gn 35.11–12).
  • Além disso, Deus protege Seu povo: “o terror de Deus caiu sobre as cidades ao redor” (Gn 35.5).
  • Deus também abençoa Jacó, reafirmando Sua promessa de multiplicação e herança (Gn 35.9).
  • Enquanto Esaú prospera materialmente, Jacó vive algo mais profundo: relacionamento, promessa e presença divina.

Conexão com Cristo
Em Jesus, essa diferença atinge seu ponto máximo. A maior bênção do povo da aliança não é terra, riqueza ou estabilidade, mas salvação. Cristo é o mediador da nova aliança e, por meio de Sua cruz, garante redenção não apenas para indivíduos, mas para famílias inteiras (1Jo 2.2).

Aplicação Prática
Pergunte a si mesmo: o que realmente distingue minha família? É apenas prosperidade, ou a presença de Deus? Priorize momentos de consagração, arrependimento e gratidão. Lares marcados pela presença de Cristo permanecem firmes mesmo quando tudo ao redor muda.


CONCLUSÃO

Semelhanças e diferenças entre o povo da aliança e os demais povos:
1. Semelhanças: A vida real continua.
2. Diferenças: A presença de Deus faz toda a diferença.

A grande diferença entre o povo da aliança e os demais povos não está na ausência de problemas, mas na presença constante de Deus, em Sua proteção e em Sua bênção.

A pergunta final do texto ecoa até hoje:
E a sua família? Há diferença? Deus está presente no centro da sua história?

 

Título: O povo da Aliança em tempos de paz

Autores: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor
Data: 18/12/2020

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O povo da Aliança em tempos de paz

 

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Um Comentário

  1. Os que servem a Deus têm uma vida melhor, mais honesta, mais resiliente, mais feliz, mais sábia, mais preparada para enfrentar as vicissitudes da vida. Os que não servem a Deus muitas vezes têm a vida encurtada, praticando abominações, corrupção, roubalheiras e outras coisas erradas e foras da lei.
    .
    Os que não servem a Deus se mostram frágeis e sucumbem diante das calamidades da vida. Já os que servem a Deus, mesmo frágeis, acabam sendo fortes na fraqueza.
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    Aqueles que dizem: “Eu não preciso de Deus, sou autossuficiente e posso dirigir minha vida sozinho, independente de Deus e de Suas leis, acabam, algum tempo depois, com sua vida fracassada em algum ponto e não entendem o porquê. O oposto ocorre com aqueles que se reconhecem frágeis e buscam fazer a vontade de Deus em dependência a Ele enquanto O servem. “O poder se aperfeiçoa na fraqueza”(2 Co 12.9).
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    A verdade é que, além dessas coisas, os que servem a Deus passam por um processo de polimento enquanto que os que não O servem acumulam muito ‘lixo’, coisas sujas e podres, durante as suas vidas rebeldes.
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    Cada grupo é preparado para o lugar onde cada um passará a eternidade após a vida na Terra: Uns vão brilhar no firmamento divino enquanto outros irão pagar pelo mal que praticaram, pois não servir a Deus já é uma forma de mal.
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    “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e os santos continuem a santificar-se. E eis que venho sem demora e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.11-12).

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