Adoração não é improviso (Levítico Cap. 07)

Exige-se respeito aos limites estabelecidos por Deus.

ADORAÇÃO NÃO É IMPROVISO
Texto base: Levítico 7
Tema central: Adoração exige respeito aos limites estabelecidos por Deus.


Vivemos dias em que quase tudo é negociável.
Princípios são flexibilizados. Convicções são ajustadas. Valores são adaptados.

Mas Levítico 7 nos confronta com uma verdade imutável: há coisas que pertencem exclusivamente ao Senhor.

E quando o homem transforma o sagrado em comum, ele não apenas erra — ele rompe uma ordem espiritual estabelecida pelo próprio Deus.

Levítico 7 encerra as leis das ofertas mostrando que adoração não é improviso.
É reverência, limite e santidade.

RESUMO: Adoração não é improviso
1. É Deus quem define o que é santo (levítico 7.1).
2. O que é de Deus não pode ser apropriado pelo homem (levítico 7.25, 27).
3. Comunhão com Deus exige pureza (levítico 7.20).


Adoração não é improviso
1. É DEUS QUEM DEFINE O QUE É SANTO

Não é o homem quem determina o que é sagrado — é Deus quem estabelece o padrão. Quando o texto declara que a oferta pela culpa é “coisa santíssima”, ele está revelando que há graus de consagração e que o altar não é espaço de casualidade. O povo não podia decidir como tratar aquilo que Deus separou. Santidade não nasce da cultura; nasce da natureza de Deus.

“Esta é a lei da oferta pela culpa; coisa santíssima é.” (Levítico 7.1)
“Sede santos, porque eu sou santo.” (Levítico 11.44)

Princípio espiritual

Santidade é atributo divino antes de ser exigência humana.
Se Deus é santo, tudo que se aproxima dEle deve refletir essa santidade.

Conexão com Cristo

Cristo é a expressão perfeita da santidade de Deus.
“Mas aquele que é santo vos chamou; sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” (1 Pedro 1.15)

Jesus não relativizou o padrão para alcançar pessoas. Ele manteve o padrão e ofereceu graça para que as pessoas pudessem alcançá-lo.

Ele não negociou a verdade — Ele a cumpriu.

Aplicação prática

  • Trate o culto com reverência.
  • Preserve a pureza doutrinária.
  • Não adapte o evangelho para torná-lo mais “confortável”.


Adoração não é improviso
2. O QUE É DE DEUS NÃO PODE SER APROPRIADO PELO HOMEM

A gordura e o sangue eram exclusivos do Senhor. A gordura representava a parte mais excelente; o sangue representava a vida. Ambos simbolizavam algo que o homem não tinha direito de consumir para si. Quando alguém tomava para si aquilo que era reservado a Deus, estava declarando independência espiritual. Era uma invasão daquilo que era sagrado.

“Porque qualquer que comer a gordura do animal, do qual se oferecer oferta queimada ao Senhor, a pessoa que o comer será extirpada do seu povo.” (Levítico 7.25)

“E qualquer que comer algum sangue, aquela pessoa será extirpada do seu povo.” (Levítico 7.27)

“Porque a vida da carne está no sangue.” (Levítico 17.11)

NOTA: No contexto de Levítico, a proibição de consumir sangue estava ligada ao sistema sacrificial, pois o sangue representava a vida e era reservado exclusivamente para expiação no altar (Levítico 17.11). Porém, com a morte e ressurreição de Cristo, o sistema cerimonial foi plenamente cumprido. O sangue que agora tem significado redentor não é o de animais, mas o de Jesus, oferecido uma vez por todas (Hebreus 9.12). No Novo Testamento, Jesus declarou todos os alimentos puros (Marcos 7.18-19), e o apóstolo Paulo ensinou que o Reino de Deus não consiste em comida ou bebida (Romanos 14.17). Assim, os cristãos não estão mais sujeitos às leis cerimoniais alimentares da antiga aliança. Portanto, alimentos como chouriço ou morcela não são moralmente impuros em si mesmos; o que permanece é o princípio espiritual — reverência ao sangue de Cristo e consciência limpa diante de Deus.

Princípio espiritual

Quando o homem toma para si o que é exclusivo de Deus, ele rompe o equilíbrio da adoração.
* A gordura — o melhor — pertence ao Senhor.
* O sangue — a vida — pertence ao Senhor.

Conexão com Cristo

O sangue que pertence a Deus foi oferecido pelo próprio Filho.

“Este é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos para remissão dos pecados.” (Mateus 26.28)

Cristo não usou o sangue para benefício próprio — Ele o entregou para nossa redenção.

Se o sangue é tão sagrado, como podemos tratá-lo com indiferença?

Aplicação prática

  • Entregue a Deus o melhor do seu tempo.
  • Não retenha o que deve ser consagrado.
  • Não transforme graça em permissividade.

Adoração não é improviso
3. COMUNHÃO COM DEUS EXIGE PUREZA

A oferta pacífica era uma refeição de comunhão — uma celebração entre Deus, sacerdote e ofertante. Mas havia uma condição inegociável: pureza. Participar impuro significava exclusão. Isso revela que Deus deseja proximidade, mas não ignora santidade. Ele convida à mesa, mas não relativiza o coração.

“Porém, a pessoa que, estando imunda, comer a carne do sacrifício pacífico que é do Senhor, aquela pessoa será extirpada do seu povo.” (Levítico 7.20)

“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice.” (1 Coríntios 11.28)

Princípio espiritual

Comunhão não é informalidade espiritual.
É relacionamento santo.

Deus não rejeita pessoas — rejeita impureza não tratada.

Conexão com Cristo

Cristo nos purifica para que possamos ter comunhão.

“Se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1.7)

Ele não aboliu a santidade — Ele nos capacitou a vivê-la.

Aplicação prática

  • Examine-se sempre
  • Confesse pecados ocultos
  • Valorize a comunhão como privilégio, não rotina

Adoração não é improviso
CONCLUSÃO

Levítico 7 não é apenas um manual de sacrifícios antigos.
É um chamado eterno à reverência.

O altar não é palco.
O sangue não é símbolo comum.
A santidade não é detalhe.

Há coisas que pertencem a Deus.

E Cristo não veio para flexibilizar isso —
Ele veio para cumprir, satisfazer e nos reconciliar com o Deus Santo.

Que jamais negociemos o que é dEle.
Que jamais tratemos como comum aquilo que o céu chama de santo.


Adoração não é improviso
RESUMO

Adoração não é improviso
1. É Deus quem define o que é santo (levítico 7.1).
2. O que é de Deus não pode ser apropriado pelo homem (levítico 7.25, 27).
3. Comunhão com Deus exige pureza (levítico 7.20).


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Título: Adoração não é improviso
Autor: Pr Ronaldo Franco
Data: 10/09/2022.
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