Jacó se reconcilia com seu irmão Esaú (Gênesis Cap. 32 e 33)
Reconciliação

JACÓ SE RECONCILIA COM SEU IRMÃO ESAÚ
Gênesis 32 e 33
Este sermão poderia ter apenas um título: “Reconciliação”. Contudo, ao olhar para Gênesis 32 e 33, percebemos algo mais profundo: Jacó se reconcilia com Esaú depois de anos de fuga, medo e culpa. O texto nos mostra que Esaú vinha ao seu encontro com quatrocentos homens, armado e preparado para guerra (Gn 32:6). A Bíblia é realista quando afirma: “O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza” (Pv 18:19). Porém, o mesmo Deus que permite o confronto, ensina o caminho da paz.
RESUMO: No encontros de reconciliação, CUIDE:
1. Do lado espiritual.
2. Do lado emocional.
3. E do sucesso do encontro.
Jacó se reconcilia com seu irmão Esaú
1. CUIDE DO LADO ESPIRITUAL
Antes de qualquer encontro externo, Jacó precisou viver um encontro interno. E é exatamente isso que o Espírito quer nos ensinar.
Jacó começou pela coisa certa: o espiritual veio antes do emocional. Ele viu os anjos de Deus (Gn 32:1–2). Ele orou com intensidade (Gn 32:9–12). Ele lutou em secreto com Deus até ser quebrantado (Gn 32:24–32). E, ao final, levantou um altar de adoração (Gn 33:20).
Conexão com Cristo:
Jesus é o nosso verdadeiro lugar de reconciliação. A Bíblia afirma: “Havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz…” (Cl 1:20). Em Cristo, Deus não apenas nos ensina a perdoar, Ele nos capacita a viver o perdão.
Aplicação prática:
Antes de tentar resolver conflitos, dobre os joelhos. Jejue. Clame. Não vá conversar com pessoas antes de falar seriamente com Deus.
Jacó se reconcilia com seu irmão Esaú
2. CUIDE DO LADO EMOCIONAL
Jacó não foi impulsivo. Ele enviou mensageiros primeiro (Gn 32:3–5). Ele não apareceu de surpresa. Ele preparou o terreno emocional.
Depois, enviou presentes (Gn 32:13–21; 33:8–11). Ele transformou lembranças amargas em gestos de honra. Mesmo com medo, ele não fugiu (Gn 32:6–7). Ele tremeu, mas foi.
Conexão com Cristo:
Jesus ensina: “Se estiveres trazendo a tua oferta… reconcilia-te primeiro com teu irmão” (Mt 5:23–24). Cristo valoriza o preparo do coração antes de qualquer ato religioso.
Aplicação prática:
Aprenda a falar antes de confrontar. Prepare o ambiente. Escolha palavras que edifiquem. O modo como você fala pode abrir portas ou fechá-las.
Jacó se reconcilia com seu irmão Esaú
3. CUIDE DO SUCESSO DO ENCONTRO
Jacó protegeu sua família (Gn 32:7–8; 33:1–3). Ele não expôs suas dores diante de muitos. Ele entendeu que reconciliação precisa de ambiente seguro.
Quando se encontraram, o amor venceu (Gn 33:4). Eles choraram, se abraçaram. “O amor cobre multidão de pecados” (1Pe 4:8). Jacó escolheu palavras respeitosas. Ele chamou Esaú de “meu senhor” (Gn 33:5,13–15). Ele não remoía o passado. Não transformou o encontro em tribunal. Pediu perdão sem ferir novamente.
E, depois da paz, ele soube se afastar com sabedoria (Gn 33:12–20). Reconciliação não é dependência; é liberdade. Não é obrigação conviver de novo com a pessoa, mas viver em paz.
Conexão com Cristo:
Na cruz, Jesus não nos humilhou. Ele nos restaurou. Ele não nos expôs. Ele nos cobriu com graça. “Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5:9).
Aplicação prática:
Não traga feridas antigas para machucar de novo. Perdoe, libere e siga em paz. Dê tempo para que a cura amadureça.
CONCLUSÃO
Romper é fácil. Reconciliar é um ato de coragem espiritual. Muitos evitam o caminho da paz porque dá trabalho, dói e exige humildade.
Hoje, Deus está lhe perguntando:
Existe alguém que você precisa procurar?
Há um vínculo que precisa ser restaurado?
Ore. Escolha a paz. Dê o primeiro passo.
Título: Jacó se reconcilia com seu irmão Esaú
Autor: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor
Data: 02/12/2020
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Palavras profundas e verdadeiras, pois uma das coisas mais desafiadoras entre os irmãos é justamente a reconciliação.
Infelizmente muitos ficam na defensiva, por conta de “terem a razão”.
Mas diante de tais desentendimentos, o inimigo é o único vencedor da história.
Precisamos, com muita humildade, liberar perdão e dar um bom testemunho.
Deus abençoe! A Paz…
Esse site tem sido uma benção para pesquisa, inspiração, ilustrações. Que Deus abençoe muito.
Todos os feitos humanos para que haja uma reconciliação devem ser feitos com sinceridade.E,se possível,o mal ou o dano deve ser reparado ou minimizado.Porém,o mais importante é a pessoa estar em comunhão com o SENHOR Deus:”Sendo o caminho dos homens agradável ao SENHOR,este reconcilia com eles os seus inimigos”(Pv 16.7).Muitas vezes,o nosso modo justo de viver ajuda a diminuir a inimizade.Existem os inimigos que querem nos destruir a qualquer custo mas aqueles que estão sendo conquistados por Deus passam a olhar o servo de Deus com os ‘olhos divinos’.
“Eles responderam:Vimos claramente que o SENHOR é contigo;então dissemos:Haja agora juramento entre nós e ti,e façamos aliança contigo”(Gn 26.28).
Devemos sempre agradecer ao SENHOR quando Este toca nos corações de alguns de nossos inimigos declarados que agora querem ser nossos amigos,e devemos fortalecer essa amizade, mas nunca devemos nos esquecer do dever de orar e vigiar constantemente pois existirão aqueles inimigos,servos do maligno,que jamais quererão ser amigos de um servo de Deus e tentarão nos destruir,se puderem.