De quem é a culpa? (II Reis Cap. 6.24–7)

Antes da salvação, vem o reconhecimento da culpa

DE QUEM É A CULPA?
2 Reis 6.24–7
Tema:
Antes da salvação, vem o reconhecimento da culpa


Um esboço de sermão poderoso sobre culpa, arrependimento e salvação baseado em 2 Reis 6–7, mostrando que a restauração começa quando o homem assume sua responsabilidade.

A história narrada em Segundo Livro dos Reis Cap. 6.24 até o final do Cap. 7, revela uma cidade cercada, faminta, emocionalmente quebrada e espiritualmente confusa. Samaria não estava apenas sofrendo uma crise econômica — vivia o colapso moral de anos de afastamento de Deus.

Em momentos assim, o ser humano procura culpados externos antes de encarar sua própria responsabilidade. Mas a salvação nunca começa com acusação; ela começa com confissão. Enquanto houver negação da culpa, não há espaço para redenção.

RESUMO: Afinal, de quem é a culpa?
1. O rei tentou transferir a culpa para o profeta. (2 Rs 6:25)
2. O profeta recusou a culpa, pois não era dele (2 Rs 6:31)
3. Os leprosos recusaram a culpa do silêncio (2 Rs 7:9)


De quem é a culpa
1. O rei tentou transferir a culpa para o profeta

O rei de Israel tentou responsabilizar Eliseu pela tragédia. Em vez de reconhecer o pecado nacional, buscou um bode expiatório espiritual.

A crise em Samaria não surgiu por acaso. Era o resultado de uma nação que havia abandonado o Senhor e colhido as consequências desse afastamento.

Transferir culpa alivia a consciência, mas não transforma a realidade.

Quando a raiz espiritual adoece, os frutos da vida também adoecem.

“E houve grande fome em Samaria; e eis que a cercaram, a ponto de se vender uma cabeça de jumento por oitenta peças de prata…” (2Rs 6:25)

“Porém, se não deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus… maldito serás na cidade…” (Dt 28:15-16)

Princípio espiritual: O pecado coletivo gera consequências coletivas.

Conexão com Cristo: Jesus veio expor a raiz da miséria humana — não apenas circunstâncias externas, mas a alienação do coração em relação a Deus.

Aplicação prática: Antes de culpar sistemas, pessoas ou crises, examine o estado espiritual da sua própria vida.

Comentário: A cidade queria comida, mas Deus queria arrependimento. A necessidade visível era fome; a necessidade real era reconciliação.


De quem é a culpa?
2. O profeta recusou a culpa, pois não era dele

Pais, igrejas, empresas etc. costumam pedir desculpas quando alguém sob sua responsabilidade comete um erro proposital ou por falta de consciência ou por descuido. Pode parecer simpático, mas eu acredito que cabe pedir desculpa (des + culpa) se, em algum nível, a pessoa for realmente culpada da ação ou omissão.

Talvez o melhor seja agradecer pela crítica construtiva e garantir que vai melhorar o processo e, se for o caso, punir de alguma forma o verdadeiro culpado.

Culpar o profeta não resolveu a crise.

“Assim me faça Deus… se a cabeça de Eliseu… ficar hoje sobre ele.” (2Rs 6:31)

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal…” (Is 5:20)

Princípio espiritual: Negar responsabilidade prolonga o sofrimento.

Conexão com Cristo: A humanidade fez o mesmo com Jesus — culpou o Justo para não confrontar a própria injustiça.

Aplicação prática: Crescimento espiritual começa quando paramos de acusar e começamos a confessar.

Comentário: O profeta não era a causa da dor; era a voz de Deus no meio dela. Rejeitar a voz profética é aprofundar a crise.


De quem é a culpa?
3. Os leprosos recusaram a culpa do silêncio

Quem encontra graça não pode escondê-la.

Os leprosos descobriram o milagre da provisão e entenderam que guardar aquilo seria pecado.

“Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos…” (2Rs 7:9)

“Ai de mim, se não anunciar o evangelho!” (1Co 9:16)

Princípio espiritual: Graça recebida exige testemunho público.

Conexão com Cristo: O evangelho é a boa notícia que não pode ser retida — foi feito para ser proclamado.

Aplicação prática:
Salvação privada sem testemunho público é missão incompleta.
Quantas vezes somos culpados de ficar em silêncio diante de uma violência ou injustiça? Como diziam os antigos: “Quem cala, consente!”

Comentário: Eles eram marginalizados, mas se tornaram mensageiros. Deus frequentemente usa os improváveis para revelar Sua glória.


CONCLUSÃO

A cidade só começou a ser restaurada quando a verdade veio à tona. O milagre não começou com comida — começou com reconhecimento. Toda transformação genuína nasce no momento em que o coração diz: “A culpa é minha, Senhor — e preciso da Tua misericórdia.”

A salvação nunca entra pela porta da justificativa; ela entra pela porta do arrependimento.


RESUMO

Afinal, de quem é a culpa?
1. O rei tentou transferir a culpa para o profeta. (2 Rs 6:25)
2. O profeta recusou a culpa, pois não era dele (2 Rs 6:31)
3. Os leprosos recusaram a culpa do silêncio (2 Rs 7:9)


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Título: De quem é a culpa?
Autor: Pr Ronaldo Franco
Data: 14/02/2026.

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