Entre o céu e a terra (II Samuel Cap. 18)

Sem direção, sem paz e sem chão

ENTRE O CÉU E A TERRA
II Samuel 18

II Samuel 18 narra o desfecho trágico de Absalão. Ele nasce príncipe, vive como rebelde e morre suspenso, pendurado entre o céu e a terra. Essa imagem é poderosa: Absalão não pertence mais ao pai, não governa o povo e não anda em comunhão com Deus. O capítulo nos ensina que o orgulho e a vaidade podem colocar uma pessoa exatamente nesse lugar — sem direção, sem paz e sem chão.

RESUMO: O que acontece “entre o céu a a terra”?
1. Há o orgulho que isola a pessoa (II Sm 18.9).
2. A justiça de Deus que não pode ser evitada (II Sm 18.6–15).
3. Nem o coração ferido dos pais pode salvar (II Sm 18.33).


Entre o céu e a terra
1. Há o orgulho que isola a pessoa

(II Sm 18.9)

Absalão construiu sua identidade na aparência, no carisma e na ambição. Seu cabelo, símbolo de vaidade, torna-se o “cúmplice” de sua queda. Ao fugir, ele fica preso no carvalho, suspenso, incapaz de avançar ou recuar. O orgulho sempre promete ascensão, mas termina em isolamento.

Absalão rejeitou o arrependimento, desonrou a autoridade e rompeu laços. O resultado foi uma vida interrompida, pendurada, sem estabilidade física e espiritual.

Conexão com Cristo:
Enquanto Absalão se exaltou e foi humilhado, Cristo se humilhou e foi exaltado. Jesus não se agarrou à glória, mas desceu até nós. O orgulho nos suspende; a humildade de Cristo nos reconcilia com o céu.

Absalão morreu pendurado entre o céu e a terra devido ao seu orgulho e vaidade. Cristo também morreu pendurado entre o céu e a terra, não por orgulho ou vaidade, mas como  sacrifício oferecido pelo próprio Deus para nos resgatar da maldição do pecado.

Aplicação Prática:
Pergunte a si mesmo: existe orgulho impedindo seu avanço espiritual? Confessar, pedir perdão e se submeter a Deus é o caminho para sair da suspensão espiritual e voltar a caminhar com firmeza.


Entre o céu e a terra
2. A justiça de Deus que não pode ser evitada

(II Sm 18.6–15)

A batalha acontece na floresta, e o texto diz que ela matou mais do que a espada. A criação coopera com o Criador. Mesmo com a ordem de Davi para poupar Absalão, o juízo acontece. Joabe executa Absalão, encerrando a rebelião.

Absalão tentou escapar das consequências, mas ninguém pode fugir da justiça divina. Deus é paciente, mas não indiferente. Há um tempo para graça e um tempo para prestação de contas.

Conexão com Cristo:
Em Cristo, a justiça que deveria cair sobre nós caiu sobre Ele. Na cruz, Jesus enfrentou o juízo em nosso lugar. Absalão recusou a graça e enfrentou a justiça; em Cristo, somos convidados a receber a graça antes que a justiça nos alcance.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” – Efésios 2:8

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.” – Romanos 5:1,2

Aplicação Prática:
Não adie decisões espirituais. Hoje é tempo de arrependimento. Resolver conflitos, abandonar pecados e voltar-se para Deus evita que a justiça chegue sem a cobertura da graça.


Entre o céu e a terra
3. Nem o coração ferido dos pais pode salvar

(II Sm 18.33)

Ao receber a notícia da morte de Absalão, Davi não celebra a vitória. Ele chora profundamente: “Meu filho, Absalão!”. O rei vence a guerra, mas perde o filho. O lamento revela que o castigo era necessário, mas a dor era real.

Deus é justo, mas não insensível. Ele não se alegra com a morte do rebelde. Seu coração sofre quando alguém escolhe o caminho da destruição.

Conexão com Cristo:
Na cruz, vemos o coração do Pai exposto. Deus entrega o Filho não por rebelião, mas por amor. Absalão morre por sua culpa; Jesus morre pela nossa. Um pai chora por um filho perdido; outro Pai entrega o Filho para salvar os perdidos.

Aplicação Prática:
Deus ainda chama filhos de volta. Se você se afastou, ainda há tempo, arrependa-se e volte aos braços do Pai. Se ama alguém distante, ore e persevere. O coração do Pai continua aberto para reconciliação.


CONCLUSÃO

O que acontece “entre o céu a a terra”?
1. Há o orgulho que isola a pessoa (II Sm 18.9).
2. A justiça de Deus que não pode ser evitada (II Sm 18.6–15).
3. Nem o coração ferido dos pais pode salvar (II Sm 18.33).

Absalão morreu pendurado entre o céu e a terra porque rejeitou o arrependimento. Cristo foi levantado entre o céu e a terra para oferecer redenção.

A escolha é clara: orgulho que suspende ou graça que restaura.
– Quem rejeita o céu não encontra firmeza na terra.
– Quem corre para a cruz encontra vida.

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Título: Entre o céu e a terra
Autor:  Pr Ronaldo Franco
Data: 03/01/2026.

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