ELE SENTIU QUE IA MORRERCap 47.27-31 ao Cap. 49
O título deste sermão — “Ele sentiu que ia morrer” — destaca um dos momentos mais solenes e espiritualmente densos da história do povo de Deus. Jacó, o patriarca, está no fim de sua jornada. Depois de dezessete anos vivendo no Egito sob a proteção de José, ele percebe que a sua vida se aproxima do fim e decide tratar do que realmente importa.
Diante da morte, as distrações perdem força, e as prioridades eternas vêm à tona. Jacó reúne seus filhos para expressar suas últimas preocupações — preocupações que revelam fé, esperança e responsabilidade espiritual.
RESUMO: De quais Prioridades Jacó cuidou quando sentiu que ia morrer?1. Garantir que a sua esperança não ficasse no Egito (Gn 47.27–31; 49.29–33).2. Testemunhar que Deus é fiel às suas promessas (Gn 48.3–4).3. Repartir herança, corrigir com amor e abençoar (Gn 48.21–22; 49.1–28).
(Gn 47.27–31; 49.29–33)
Embora o Egito tivesse sido lugar de provisão e segurança, Jacó não queria ser enterrado ali. Seu último pedido a José foi claro: “Não me sepulte no Egito… Coloque o meu corpo na sepultura dos meus antepassados, em Macpela… no país de Canaã… pois Abraão comprou este terreno para ser a sepultura da família”.
Ele desejava repousar em Canaã, na sepultura de seus pais, em Macpela — a terra da promessa.
Esse pedido não era apenas sentimental; era confissão de fé. Jacó declarava que o Egito não era seu destino final. Seu coração estava na promessa de Deus.
Conexão com Cristo:Em Cristo, nossa esperança também não está neste mundo. Jesus prometeu preparar-nos um lugar e garantiu que nossa pátria definitiva é celestial. Assim como Jacó apontava para Canaã, Cristo aponta para a eternidade com Deus.
“E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. (João 14:3)
Aplicação Prática:Onde está firmada a sua esperança? Vivemos como quem pertence apenas a este mundo ou como peregrinos rumo à promessa eterna? A forma como encaramos a morte revela onde está o nosso coração.
(Gn 48.3–4)
Jacó relembra a José a experiência que teve com Deus em Luz (Betel). Décadas haviam passado desde aquela promessa, e mesmo assim Jacó afirma: Deus é fiel. O silêncio de anos não significou esquecimento.
“Aí disse a José: — O Deus Todo-Poderoso me apareceu na cidade de Luz, lá na terra de Canaã, e me abençoou. Ele me disse: ‘Eu farei com que você tenha muitos filhos, e os seus descendentes formarão muitas nações. Eu darei esta terra aos seus descendentes para ser propriedade deles para sempre’. ”
Jacó entende que seus filhos precisam saber que Deus não é uma ideia abstrata, mas um Deus vivo, que cumpre o que promete.
Conexão com Cristo:Em Jesus, todas as promessas de Deus encontram o seu “sim”. Cristo é a prova viva da fidelidade divina. Mesmo quando o céu parece silencioso, Deus continua operando.
Aplicação Prática:Nossos filhos, familiares e amigos precisam ouvir nosso testemunho. Não espere um “momento final” para falar da fidelidade de Deus. Testemunhe hoje, enquanto há tempo e convivência.
(Gn 48.21–22; 49.1–28)
“Aí disse a José: — Como você está vendo, eu vou morrer. Mas Deus estará com vocês e os levará de volta para a terra dos seus antepassados” (Gn 48.21)… Jacó chamou os seus filhos e disse: — Fiquem em volta de mim, e eu lhes direi o que vai acontecer com vocês no futuro. Fiquem reunidos em volta de mim para ouvir, filhos de Jacó; escutem o que diz Israel, o seu pai.” (Gn 49.1-2)… “São essas as doze tribos de Israel, e foram essas as palavras que o pai disse aos seus filhos quando os abençoou; a cada um deu uma bênção especial.” (Gn 49.22)
Jacó reúne os filhos ao redor de sua cama. Pela fé, distribui a herança futura, repreende aqueles que erraram gravemente e abençoa cada um conforme sua história e caráter.
A repreensão não foi rejeição, mas cuidado. Como diz Provérbios 3.12, o Senhor corrige a quem ama. Até os filhos repreendidos foram honrados por estarem ali, ouvindo as palavras finais do pai.
Conexão com Cristo:Cristo também nos corrige para nos restaurar. Nele recebemos herança eterna, disciplina amorosa e bênção completa. A cruz é o lugar onde correção e graça se encontram.
Aplicação Prática:Aproveite cada oportunidade para corrigir e abençoar. Não sabemos quando será a última conversa, o último conselho, o último abraço. A ausência de palavras hoje pode se tornar arrependimento amanhã.
De quais Prioridades Jacó cuidou quando sentiu que ia morrer?1. Garantir que a sua esperança não ficasse no Egito (Gn 47.27–31; 49.29–33).2. Testemunha que Deus é fiel às suas promessas (Gn 48.3–4).3. Repartir herança, corrigir com amor e abençoar (Gn 48.21–22; 49.1–28).
Quando sentiu que ia morrer, Jacó revelou o que realmente importava: esperança eterna, fidelidade de Deus e responsabilidade espiritual com seus filhos. E nós?
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Título: Ele sentiu que ia morrerAutor: Pr Ronaldo Alves FrancoSite do PastorData: 07/03/2021
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