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ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA
Gênesis 19
Deus é Luz – I Jo 1:5

Introdução: “Ensaio sobre a Cegueira” é o nome do angustiante livro do escritor português José Saramago, que narra a história de uma epidemia de cegueira branca que se espalha por uma cidade. Porém, muitos séculos antes, a Bíblia já fazia um relato impressionante de vários CASOS DE CEGUEIRA simultâneos que causaram colapso na vida das pessoas e abalaram as estruturas sociais de duas cidades, Sodoma e Gomorra.

a) A CEGUEIRA DE LÓ – vs 9

Ló havia se estabelecido naquela cidade há um bom tempo e, por dedução, pode-se dizer que ele participava ativamente da vida social de Sodoma, porém, nunca enxergou que sempre seria considerado um intruso. Dele, os nativos daquela cidade disseram: “Somente ele é estrangeiro, veio morar entre nós e pretende ser juiz em tudo?”.  

Abram os olhos, meus irmãos, pois não importam as nossas posses, os nossos negócios ou os nossos contatos, nós sempre seremos estrangeiros neste mundo. 

b) A CEGUEIRA DOS HOMENS DAQUELA CIDADE – vs 10

Devido à intenção coletiva de profanar o sagrado, os “homens de Deus” (anjos?) puniram os homens daquela cidade com uma cegueira tão grande que, conforme diz o texto bíblico, eles “se cansaram à procura da porta”.

“Disse Jesus: Eu sou a porta das ovelhas. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair e encontrará pastagem” (João 10.9), mas o mundo não encontra a porta da salvação por causa da cegueira do pecado (II Co 4.4). Somente a pregação do Evangelho poderá salvá-los (Is 42.18). O Evangelho é a Luz do farol que guia os perdidos neste “mar”.

c) A CEGUEIRA DOS PARENTES DE LÓ – vs 14

Por orientação dos “homens” de Deus, Ló alertou seus parentes sobre a iminente destruição da cidade, porém eles acharam que “ele gracejava com eles”, não o levaram e sério e acabaram destruídos pelo fogo do céu.

A mesma coisa acontece hoje em dia, os crentes têm avisado que o juízo final está chegado, que o fim está próximo (ver link), mas o mundo graceja da Palavra de Deus e dos pregadores enviados por Ele.

d) A CEGUEIRA DA MULHER DE LÓ – vs 26

Os “homens” de Deus ordenaram que Ló e sua família não olhassem para trás, mas “a mulher de Ló olhou para trás e converteu-se numa estátua de sal”. Não sabemos por que ela desobedeceu, mas podemos conjecturar que, talvez, ela estava presa à cidade por causa das suas posses, parentes e amigos.

Muitos que começam a caminhada cristã fazem o mesmo, olham para trás e, ao invés de se tornarem o sal da terra (no sentido de Mt 5.13) acabam virando estátua de sal (petrificados, perdidos).

e) A CEGUEIRA MORAL DAS FILHAS DE LÓ – vs 30 a 37

As filhas de Ló, acreditando que não iriam mais arrumar marido (agora estavam pobres e morando numa caverna), tomaram a imoral decisão de embebedar o próprio pai e transar com ele para engravidar. Deste ato imoral vieram dois povos, os moabitas e os amonitas, que se tornaram inimigos permanentes de Israel. 

Esta família sem Deus despencou para o mais profundo abismo moral. Como diz a Bíblia, “um abismo chama outro abismo” (Salmo 42.7).

CONCLUSÃO

Seja por status social, por intenções pecaminosas, por não levar à sério as advertências divinas, por desobediência ou por decadência moral, entre outros, há uma enorme e profunda cegueira espiritual neste mundo.

PONTO-CRUZ   (use este PC aqui)   – O que é isso? 
O “deus” deste mundo (satanás) cegou o entendimento dos povos (2 Co 4:4), mas Jesus morreu por nós para nos resgatar desta maldição, e  ressuscitou para nos dar vida, luz. Aleluia! (Gl 3:13)

Somente Jesus pode nos salvar, pois ele é a luz do mundo (João 8:12).

 

Título: Ensaio sobre a cegueira
Autor: Pr Ronaldo Alves Franco
Site do Pastor (www.sitedopastor.com.br)
Data: 12/07/2020

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ensaio sobre a cegueira

Antes de mais nada, Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz.
Acima de tudo, onde houver ódio, que eu leve o amor.
Discórdia, que eu leve a união.
Em síntese, onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erros, que eu leve a verdade.

Assim como, onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Desespero, que eu leve a esperança.
Tristeza, que eu leve a alegria.
Trevas, que eu leve a luz.

Ainda mais, ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado.
Antes de tudo, compreender, que ser compreendido.
Do mesmo modo, amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
Bem como, é perdoando, que se é perdoado.

Antes de tudo, ser compreendido.
Do mesmo modo, ser amado.

2 comentários em “Ensaio sobre a cegueira”

  1. Sidney Ribeiro Balut

    Excelente esboço!Ele nos serve para alertarmos crentes muito enamorados com o mundo!Muitos do mundo consideram certo crente falando assim:”ele é dos nossos!”.Quando isso ocorre,abra-se o olho pois pode ser que tal crente não tenha conversão verdadeira.
    É errado o crente querer ‘aparecer com dignidade perante a sociedade,buscando o seu ‘glamour’ e holofotes.
    “Se o sal vier a ser insípido[=inútil,sem sabor das coisas espirituais]…nada mais presta senão para,lançado fora,ser pisado pelos homens”(Mt 5.13).
    Que este esboço nos ajude a abrirmos os olhos de crente enamorado com o mundo,que busca ser considerado digno pela sociedade,que busca o glamour de uma sociedade que não considera os valores de Deus!

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